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Visitando a Casa da Anne Frank: tudo o que você precisa saber

Em 2017 fui para a Holanda e, como boa leitora que sou, estava entusiasmada com a visita à Casa da Anne Frank, museu
localizado em Amsterdam e tributo à vida de Annelies Marie Frank  e sua família – judeus vitimados pelo nazismo.

Uma breve retomada histórica

De um diário, presente de seu pai, Anne Frank fez viver um dos mais célebres livros da história, que infelizmente só foi publicado depois de sua trágica morte.

O Anexo

O Diário de Anne Frank é um relato sobre dois anos de confinamento (1942 a 1944) no então chamado Anexo, parte superior da antiga empresa de Otto Frank, onde as famílias Frank e Van Pels se esconderam do terror nazista.

A escritora teve uma vida breve: morreu aos 15 anos, no campo de concentração alemão de Bergen-Belsen. Seu legado, no entanto, é eterno, e reside no Jordaan District, em Amsterdam.

Visitar a Casa da Anne Frank é uma experiência única e intensa; é uma oportunidade singular para revisitar fatos históricos e retomar o sentimento de empatia. Por isso, vou mostrar, passo a passo, dos ingressos às angústias, como consegui realizar esse sonho.

Comprando os ingressos

É importante saber que os ingressos para visitar a Casa da Anne Frank especificam a data e a hora da sua visita, portanto você deve comprar quando já tiver sua visita à Amsterdam planejada.

Na entrada do museu, a apresentação do seu ticket é indispensável.

Onde comprar?

Os ingressos só estão disponíveis para comprar online, e você pode comprá-los no site oficial do museu. Se você não entende muito Inglês, basta selecionar a linguagem no canto superior direito do website.

80% dos ingressos são liberados exatamente 2 meses antes da data de cada visita, e apenas os 20% restantes são liberados para a compra no dia da visita, às 9 da manhã, portanto, tendo em vista tratar-se de um ponto turístico muito movimentado, é melhor garantir a compra nos 2 meses anteriores.

Preços

  • Adultos: 9 euros 
  • Pessoas de 10 a 17 anos: 4,50 euros
  • Crianças de 0 a 9 anos: entrada gratuita (com ingresso)
  • European Youth Card: 4,50 euros

O cartão I Amsterdam não oferece entrada gratuita para esse museu, mas você pode consultar o site para eventuais descontos.

Dica: Você pode mostrar o seu ingresso pela tela do celular, tablet e afins, sem precisar imprimí-lo. Lembre-se de que os ingressos não são passíveis de devolução.

Localização e horas de funcionamento

A Casa da Anne Frank é localizada no Jordaan District, em Amsterdam. Seu endereço é Prinsengracht 263-267 Amsterdam, Netherland. Fica próxima (na verdade, a 20 minutos de caminhada) da estação central da cidade.

O horário de funcionamento varia de acordo com os meses do ano. De abril a outubro, a Casa abre às 9h e fecha às 22h. Nos meses de novembro a março, ela fica aberta das 9h às 19h (e até às 21h nos sábados).

O último horário para a entrada no museu começa 30 minutos antes do horário de encerramento, mas dependendo do público.

É importante ficar de olho no site do museu, porque podem ocorrer alterações nessas informações.

Fila de espera

A fila de espera, embora seja grande, não demora muito. Isso porque cada visita tem horário especificado e, dessa forma, você só precisa chegar alguns momentos antes do horário da sua visita.

Fila de Espera

Eu recomendo chegar com meia hora de antecedência, porque mesmo com a divisão dos horários, cada um deles permite um número relativamente grande de visitantes.

A experiência no museu

Tal como o livro descreve, todas as peças do Anexo se encontram, ainda hoje, em perfeito estado de conservação. As paredes do quarto que Anne e sua irmã, Margot, ocupavam, ainda têm alguns recortes de revistas que elas colaram nas paredes. É uma imersão no Diário de Anne Frank.

Réplica – Quarto Anne e Margot

Ainda que você não tenha lido o livro, o museu é equipado com guias impressos e também em áudio, e você pode selecionar o idioma em cada setor da visita. No caso dos guias impressos, estes são entregues na portaria, onde você informa seu país de origem ou idioma de preferência.

O museu não deixa a desejar no quesito informação: em algumas partes da visita, você pode assistir a vídeos e ouvir narrativas acerca do holocausto, bem como sobre o Diário em si. Os sobreviventes dessa trama real puderam, em tempo, participar da idealização, construção e das filmagens feitas especialmente para a Casa de Anne Frank.

Você vai, literalmente, caminhar pelo Anexo, conhecendo cada detalhe e reconhecendo as narrativas feitas no livro. A sensação de estar dentro da casa é, ao mesmo tempo, eufórica e angustiante.

Escada Anexo
Entrada para o Anexo

Em um determinado ponto da visita, ficam expostos utensílios utilizados pelas famílias que habitaram o local e, inclusive, você pode ver o diário real em que Anne Frank escreveu sua narrativa.

Outro ponto alto do museu é o documentário exibido ao final da visita, recheado com informações não descritas no livro ou mesmo na internet. Nesta mesma ala, há uma exibição de fotos das famílias Frank e Van Pels, e de todas as pessoas citadas no livro.

Compras

Minhas compras

Antes de ir embora, ainda há uma parada (quase) obrigatória: a livraria. Lá você encontra as incontáveis traduções de “O Diário de Anne Frank” para comprar; livros sobre os bastidores da trama; cartões postais e outras lembranças muito pertinentes.

Eu comprei o livro “Quem é quem no Anexo”, em francês (porque foi na época em que decidi começar a estudar o idioma) e comprei também alguns postais que não tive coragem de dar para ninguém.

Por fim, cabe dizer que, embora intitulado como “casa” a verdadeira moradia da família Frank fica em outro local – também em Amsterdam. Visitei o bairro em que moravam e também a livraria em que Otto comprou o diário, mas vou deixar isso para outro post.

Recomendo muito essa experiência! Se você vai para Amsterdam, não deixe de conhecer a Casa da Anne Frank.

Ah, e, se tiver qualquer dúvida, basta perguntar nos comentários!

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